OPINIÃO DO CENTRO

Tempos de planejamento (estratégico)

Se fôssemos falar sobre pomares de citros, o planejamento de plantio das árvores no campo envolveria a definição da direção do negócio (num mercado ou outro de frutas), a avaliação da capacidade produtiva (considerando vantagens e desvantagens do material genético e práticas de manejo), o posicionamento de comercialização da safra e a projeção do empreendimento a curto e longo prazo. Enfim, a criação de uma competência de administração para acompanhamento do cumprimento de objetivos e metas. Neste contexto, temos um paralelo àquilo que vez ou outra é realizado como planejamento estratégico de uma instituição. Similar ao Plano Diretor da Embrapa (PDE) e ao Planejamento Estratégico da Fundag, que ocorrem nesse momento, recentemente o Centro de Citricultura realizou o Workshop Planeja PD&I, da cadeia de Citros. Este evento tem sido parte da elaboração do Plano de Ação em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, para o desenvolvimento das cadeias produtivas do agronegócio paulista. Antecipando resultados, tivemos a oportunidade de avaliar o diagnóstico de trabalho dos institutos de pesquisa, a partir de números da cadeia e valores da pesquisa, equipes de trabalho, indicadores de impacto e análises de oportunidade e desafios em PD&I. Desses números, que se não complexos num primeiro momento, criaram a tarefa de reflexão, discussão e interação entre pesquisadores para o entendimento de como apoiamos a cadeia dos citros. Fato que o diagnóstico externo ainda deverá ser juntado a esse exercício para maior clareza da contribuição do Estado na citricultura. Não obstante ao diagnóstico, buscou-se também estabelecer um plano de ação com a participação de formadores de opinião do setor. Também adiantando resultados, vimos a necessidade de se ampliar a realização dessa segunda tarefa, para que possamos estar mais bem amparados sobre aquilo que é a missão da nossa instituição. Avanços de trabalho ou mesmo mudanças de rumo institucional, necessários, devem ser bem-vindos, mas certamente validados pelos componentes da cadeia produtiva.

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