OPINIÃO DO CENTRO

“Do limão, fazemos…”

Popularmente conhecido como limão Tahiti, mas sendo de fato uma lima ácida, falamos de uma fruta cítrica bastante importante para o estado de São Paulo, onde inventário recente comparando dados de 2015 a 2018 aponta para um crescimento da área plantada em cerca de 10 mil ha, totalizando hoje aproximadamente 40 mil ha. Destaque também para o grande número de propriedades com Tahiti, presentes em mais de 240 municípios do estado, o que demonstra a participação do pequeno produtor na citricultura. Com o IAC 5, clone de copa selecionado pelo Centro de Citricultura na década de 1970, a cultura tem avançado na produção de frutos para o mercado interno e exportação, principalmente para a Europa. Cultivado principalmente sobre os porta-enxertos de limão Cravo e de citrumelo Swingle, a possibilidade de adensamento dos pomares trouxe o interesse de uso do trifoliata Flying Dragon também. Ampliando as opções do citricultor, o Centro de Citricultura lançou nesse momento dois novos materiais, híbridos de trifoliata e tangerina (citrandarin) com características horticulturais muito boas que, em homenagem ao nosso principal polo de produção, foram nomeadas como Itajobi e Pindorama. Resultado de anos de avaliação no campo, esses dois novos porta-enxertos contribuirão para a qualidade dos talhões e produtividade de frutos dos nossos pomares. Agregado a esse resultado da pesquisa conduzida pelo Centro de Citricultura, vemos também o maior entendimento para o manejo de culturas intercalares e manejo do mato no pomar, como também do manejo de nutrientes e qualidade de frutos, que são práticas que vêm contribuir com a necessidade de certificação e alcance da sustentabilidade do setor, como uma moeda cada vez mais forte na opinião do consumidor. Neste cenário, vemos ainda esforços da Estação Experimental de Citricultura de Bebedouro, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP), da Embrapa, do Fundecitrus e do Polo Regional Centro Norte da APTA, em Pindorama, no desenvolvimento da cadeia de produção do Tahiti, em aspectos complementares, demonstrando integração de equipes para um objetivo comum. Assim, temos orgulho de falar que “do limão, fazemos” a inovação, a Expolimão, o crescimento da citricultura de São Paulo e a permanência do pequeno citricultor no campo.

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